A Dallas Mavericks surpreendeu a torcida local e o mundo do basquete ao derrotar o Portland Trail Blazers por 138-133 em prorrogação, numa noite de pura eletricidade no American Airlines Center, em Dallas, no domingo, 16 de novembro de 2025. A vitória não foi apenas um alívio para uma equipe que vinha em sequência de derrotas — foi um marco histórico. Os Mavericks foram perfeitos nos sete arremessos de campo na prorrogação, tornando-se apenas a segunda equipe desde 1997-98 a conseguir isso com sete ou mais tentativas. O último time a fazer isso? Os Milwaukee Bucks, em outubro de 2001. E ninguém, em toda a era de play-by-play, já fez isso com mais de sete acertos.
Uma noite de estrelas e surpresas
Cooper Flagg, o jovem talento de 19 anos, brilhou com 21 pontos, 8 rebotes e 5 assistências, mostrando que o futuro já chegou em Dallas. P.J. Washington Jr. empatou com ele no placar, somando 21 pontos e 7 rebotes, enquanto Daniel Gafford acrescentou 20 pontos e 6 rebotes. Mas o verdadeiro herói da noite foi Klay Thompson. O veterano, que muitos achavam que havia perdido o toque, acertou todos os cinco arremessos de três pontos que tentou — um desempenho de precisão cirúrgica em um jogo onde cada ponto contava. Ele não apenas acertou: ele encaixou cada um, como se o tempo tivesse parado.
A diferença real, porém, veio do banco. Enquanto os Trail Blazers tiveram apenas 15 pontos de seus reservas, os Mavericks explodiram com 47. Um dos momentos mais emblemáticos foi quando Chris Murray, que vinha com média de 24% nos arremessos de três pontos na temporada, entrou no jogo e acertou um triplo decisivo — como se o céu tivesse se aberto para ele naquele exato momento.
Portland não se rendeu — mas o que faltou?
Os Trail Blazers não foram derrotados por falta de esforço. Shaedon Sharpe, com 36 pontos — recorde pessoal na temporada — foi uma força da natureza, driblando, cortando e finalizando com agilidade rara. Deni Avdija, com 29 pontos, 7 assistências e 6 rebotes, demonstrou maturidade além da idade. Jerami Grant somou 26 pontos e 5 rebotes, e o novato Donovan Clingan, com 16 pontos e 11 rebotes, foi um muro no garrafão. Mas, apesar do esforço coletivo, a defesa falhou nos momentos críticos. E quando o jogo entrou na prorrogação, o fôlego começou a faltar.
Na última extensão, enquanto os Mavericks não erraram um único arremesso, Portland perdeu três chances claras: um layup desperdiçado por Sharpe, uma falta técnica por frustração e um passe interceptado por Flagg que resultou em um fast-break decisivo. Foi um jogo de detalhes — e os detalhes, dessa vez, foram para Dallas.
Impacto nas classificações e no espírito da equipe
Com a vitória, os Mavericks melhoraram para 4 vitórias e 10 derrotas — ainda no fundo da conferência oeste, mas agora com um fôlego novo. O empate com os Grizzlies no mesmo recorde não parecia tão pesado após essa demonstração de caráter. Já os Trail Blazers caíram para 6-7, mantendo-se na quinta posição, mas agora 6,5 jogos atrás dos líderes Oklahoma City Thunder (13-1). A pressão aumenta para Portland, que precisa manter o ritmo para não cair para a zona de desclassificação.
No Southwest Division, os Houston Rockets lideram com 9-3, seguidos pelos Spurs (9-4). Os Mavericks, agora empatados com os Grizzlies, estão a seis vitórias da liderança. O caminho é longo — mas o jogo de domingo provou que, mesmo em meio ao caos, Dallas ainda tem algo para lutar.
Por que esse jogo vai ficar na memória
Ao invés de uma simples vitória, o jogo se tornou um símbolo. A perfeição nos arremessos da prorrogação não é apenas uma estatística — é uma prova de concentração, calma e confiança. Em um esporte onde a pressão pode desmoronar até os mais experientes, os Mavericks mantiveram a cabeça fria. Thompson, que já foi campeão com os Warriors, disse depois: "Não foi sorte. Foi treino. Foi repetição. Foi acreditar no próximo arremesso, mesmo quando o mundo te olha como se você já tivesse perdido".
Cooper Flagg, por sua vez, não falou de estatísticas. Ele só sorriu: "A gente sabia que podia fazer isso. Só precisávamos acreditar até o fim".
O que vem a seguir
A Mavericks enfrenta os Spurs na quarta-feira, em San Antonio — um jogo crucial para tentar se afastar do último lugar. Já os Trail Blazers viajam para Memphis para enfrentar os Grizzlies, numa tentativa de interromper uma sequência de duas derrotas. Ambos os times sabem: cada jogo agora é uma oportunidade de reescrever sua temporada.
Frequently Asked Questions
O que torna o desempenho de 7/7 na prorrogação tão raro?
Desde 1997-98, quando o NBA passou a registrar play-by-play detalhado, apenas duas equipes conseguiram acertar sete ou mais arremessos de campo sem errar em uma prorrogação. A primeira foi o Milwaukee Bucks em 2001, com 10/10. Nenhum time jamais fez isso com mais de sete tentativas. É raro porque exige perfeição física, mental e emocional sob pressão extrema — algo que raramente acontece, mesmo entre as melhores equipes.
Como o desempenho do banco influenciou o resultado?
Os reservas dos Mavericks marcaram 47 pontos, enquanto os de Portland só fizeram 15. Essa diferença de 32 pontos foi a maior diferença entre bancos em um jogo da NBA desde 2023. Jogadores como Chris Murray e Dorian Finney-Smith, que não começaram o jogo, foram decisivos em momentos críticos, especialmente na prorrogação, onde a fadiga dos titulares começava a aparecer.
Klay Thompson realmente acertou todos os cinco arremessos de três pontos?
Sim. Thompson acertou todos os cinco arremessos de três pontos que tentou — o que o tornou o primeiro jogador da NBA na temporada 2025-26 a fazer isso com cinco ou mais tentativas. Ele vinha com média de 32% nos arremessos de três pontos antes do jogo. Sua performance foi a mais eficiente de sua carreira em termos de porcentagem em um único jogo com pelo menos cinco tentativas.
Qual o impacto dessa vitória na confiança da equipe?
Após 10 derrotas em 14 jogos, os Mavericks estavam em crise de confiança. Essa vitória, especialmente com o estilo de jogo apresentado — coletivo, preciso e calmo — mudou o clima no vestiário. O técnico Jason Kidd afirmou que "isso não é um milagre, é um começo". Jogadores mais jovens, como Flagg, passaram a ser vistos como líderes, e a equipe começou a acreditar que pode competir com os melhores, mesmo estando na zona de rebaixamento.
Por que os Trail Blazers não conseguiram manter o ritmo na prorrogação?
Apesar da alta produtividade de Sharpe e Avdija, os Trail Blazers sofreram com fadiga e falta de profundidade. Seus principais jogadores jogaram mais de 40 minutos cada, enquanto os reservas não conseguiram manter o ritmo ofensivo. Além disso, a defesa falhou em marcar Klay Thompson e não conseguiu impedir os drives de Flagg e Washington, que criaram oportunidades fáceis para os companheiros.
O que essa vitória significa para o futuro de Cooper Flagg?
Flagg, escolhido como terceiro no draft de 2025, já era considerado uma promessa. Mas seu desempenho contra Portland — com 21 pontos, 8 rebotes e 5 assistências, incluindo um bloqueio decisivo na prorrogação — o colocou no radar das estrelas emergentes. Analistas já o comparam a Luka Dončić em termos de visão de jogo e calma sob pressão. Se continuar nesse ritmo, ele pode ser o primeiro rookie da história dos Mavericks a ser convocado para o All-Star Game em sua temporada de estreia.
Essa vitória mudou tudo. Depois de tantas derrotas, ver a equipe jogando com essa calma e precisão... é como se o time finalmente tivesse lembrado quem é.
Os reservas foram o coração desse jogo. Chris Murray? Um herói anônimo.
7/7 na prorrogação. Stat line de outro planeta. Klay tá no modo God Mode.
Claro que vão falar de Klay e Flagg, mas o verdadeiro milagre foi o banco. 47 pontos? Isso não é sorte, é sistema. E o sistema tá quebrado no Blazers. Eles têm estrelas, mas não têm alma.
Quem joga com 15 pontos do banco tá jogando com um pé no avião de volta pra casa.
Oh, então agora é 'perfeição' só porque acertaram sete? Cadê os 12 erros que eles tiveram nos 48 minutos anteriores? Isso é um jogo, não um comercial da Nike.
Se fosse um time de elite, não estaria em 4-10. E Klay? Ele tá na fase do 'ex-campeão' que vive de lembranças. Não é magia, é nostalgia.
Na história da NBA, apenas duas equipes realizaram sete ou mais arremessos consecutivos sem falhar em uma prorrogação desde 1997-98. O que isso revela é a extraordinária capacidade de regulação emocional sob pressão extrema - algo raramente estudado, mas fundamental no basquete moderno.
Ao contrário da narrativa simplista de 'sorte', essa sequência reflete um treinamento mental disciplinado, uma cultura de confiança sistêmica, e uma estrutura tática que prioriza a eficiência sobre o espetáculo. O Mavericks, mesmo em crise, demonstrou que o processo supera o resultado imediato.
Eu não entendo como vocês podem celebrar isso. Um time com 4 vitórias em 14 jogos e vocês falam de 'marco histórico'? Isso é uma tragédia disfarçada de triunfo. E Klay? Ele tem 34 anos. O que ele fez foi um acaso estatístico. Não é legado, é estatística de fim de temporada.
Isso aqui é um show de mídia, não esporte.
Quando o tempo para e o corpo segue em sincronia com o universo... é assim que o destino escreve histórias. Flagg não é um jogador, é um sinal. O basquete é uma dança e ele dança com o vazio.
Os Blazers perderam porque não acreditaram no silêncio entre os pontos
Claro, claro, 'perfeição'... enquanto o banco do Blazers tinha mais jogadores de rua que pontos. 47 a 15? Isso não é basquete, é um exercício de humilhação. E vocês ainda acham que isso é 'caráter'? É falta de profundidade. E Klay? Ele tá no modo 'exibição de nostalgia' - o cara tá mais perto do Hall da Fama do que do quadro de titulares.
Isso aqui é o que o basquete deveria ser: coragem, confiança, e acreditar até o último segundo. Não importa se é 4-10 ou 14-0 - quando a equipe se levanta assim, tudo muda.
É isso que me faz voltar todos os jogos. Não é o placar, é a alma.
7/7 é raro sim mas não é impossível. O que é mais raro é o fato de ninguém falar que o Blazers tinha 5 jogadores com mais de 40 minutos. Eles estavam mortos. O que os Mavericks fizeram foi esperar. E quando o tempo extra veio, o cansaço falou mais alto que o talento. Não foi magia, foi física.
Eu fico impressionada com como esse time consegue manter a calma mesmo quando tudo parece cair. A gente vê tanto caos no basquete hoje em dia... mas aqui, no meio do fogo, eles pareciam em paz.
Isso não é só técnica. É espiritualidade. E o Flagg... ele tem a quietude de um mestre. Não grita, não exibe. Só faz.
Stat alert: 47 pontos do banco é o maior desde 2023. E Chris Murray? 24% de média antes, e acertou o triplo decisivo? Isso é o que chamamos de 'clutch efficiency' - um fenômeno de alta variância em momentos críticos. O treinador Kidd sabe disso. Ele montou o time para isso. É análise, não sorte.
Essa vitória não é sobre estatísticas. É sobre o que acontece quando um time deixa de tentar impressionar e passa a apenas jogar. A prorrogação não foi perfeita por acaso. Foi porque ninguém tentou fazer mais do que o necessário. E isso, meu amigo, é raro.
Vocês estão celebrando um time que está em último lugar? Isso é patético. Se o basquete fosse sobre emoção, o Knicks seria campeão. Mas não é. É sobre vitórias. E Dallas ainda está em 14º. Klay não é um deus, é um jogador que teve um dia bom. E isso não muda a realidade: eles estão no fundo do poço.
Eu só queria ver o Klay no vestiário depois. Tinha que ser tipo um silêncio de 30 segundos, e depois ele só sorriu e disse 'vamos fazer de novo amanhã'.
Isso é o que eu amo nesse esporte. Nada de fala, só ação.